A Igreja católica e o Esperanto

No site formadores de opinião vocês podem ler a entrevista do samideano Leysester Piró que discorre sobre o assunto

Formadoresdeopiniao_Aigrejacatolicaeoesperanto

“O Esperanto é uma porta para a transcendência, isto é, uma porta que cria fraternidade, ajuda mútua, uma língua que não está ligada a interesses econômicos e sim que promove humanidade.”

“Qual tem sido sua experiência com o E-o?

Bem, posso dizer que minha experiência tem sido muito rica, pois cada vez tomo consciência de que todos nós, seres humanos, temos direito a uma comunicação pacífica, igualitária, uma interação que nos humanize cada vez mais, sinto que o Esperanto tem esse efeito humanizante.”

“Hoje você é o presidente da BEKO – Organização Católica Esperantista Brasileira, como foi que isso aconteceu?

Bem, assim que aprofundei na organização do Movimento Esperantista em geral cujo maior órgão é a UEA, encontrei que os católicos na Europa tinham – e ainda tem – um forte trabalho de diálogo ecumênico e trabalho social, eles são todos esperantistas e estão representados pela IKUE que é a União Internacional Católica Esperantista e a KELI – Liga internacional Cristã Esperantista.
Comecei a pesquisar sobre católicos esperantistas na Interreto, perguntei na associação Paulista de esperanto e eles me indicaram algumas pessoas que tinham sido mais ativas no movimento católico esperantista.
Logo disso contatei com Sr. Marcos Pimenta, de São José dos Campos, que dentro do projeto Banca Esperantista, possuía um material esperantista sobre diversos grupos religiosos entre os quais, material católico.
Já o Sr. Marcos, tinha iniciado uma página na interreto sobre o movimento cristão esperantista e sobre o movimento católico, que hoje é a página oficial dos esperantistas católicos no Brasil. Foi assim que recomeçamos o trabalho, pouco a pouco foram aparecendo antigos esperantistas católicos que trabalhavam no silêncio, como também novas pessoas interessadas.
Em Dezembro de 2002, conseguimos realizar o primeiro reencontro de esperantistas católicos, o qual teve um caráter ecumênico, pois nem todos os participantes eram de confissão católica, porém até hoje – e esperamos continuem – são grandes colaboradores ativos da BEKO. Isto confirma uma vez mais que o a língua internacional Esperanto é neutra……”

“No Brasil, os católicos são minoria no movimento esperantista, você acha que há discriminação contra os católicos no meio esperantista?

O Movimento Católico Esperantista no Brasil foi forte há muitos anos. Aqueles primeiros, não planificaram um modo de divulgar o Esperanto na Igreja, esta é uma das causas pelas quais hoje não há muitos católicos nas fileiras esperantistas.
Outro fator é que há católicos que não querem saber nada do Esperanto por considerá-lo ligado ao espiritismo, hoje estamos lutando muito contra este preconceito, pois o Esperanto não é propriedade nem invenção do espiritismo. Aos poucos estamos esclarecendo aos católicos sobre esta realidade.
Sobre a discriminação acho que não há, se houver alguém ou um grupo que discrimine outrem por ser católico, aquele que discrimina não o faz nem pode fazê-lo em nome do Esperanto. Qualquer esperantista que realmente se considere assim sabe de fato, que não pode discriminar nenhuma pessoa em nome do Esperanto, pois irá contra os princípios que Zamenhof nos deixou.”

Leiam a entrevista completa em: Formadoresdeopiniao_Aigrejacatolicaeoesperanto

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